Últimos Sinos da Infância
Wil Bill Hicock As carruagens rodavam muito próximas, estranhas passavam... Meu grande herói era Wild Bill Hicock. Sobretudo amava-o quando, de modo certeiro, ele utilizava seus dois revólveres sem os retirar dos coldres: despejando o sagrado chumbo da justiça e os bandidos caíam mortos. Interessavam-me aqueles corpos no chão. Neles imaginava caras diversas, segundo as exigências de minhas circunstâncias. Ultimamente, por exemplo, era Alípio, meu rival quem caía morto com maior assiduidade. E, de outra parte, havia muito dos traços de Dilma, a filha do Sr. Adriano, nas mocinhas que meu grande herói terminava beijando ou abraçando. Meu pai no entanto, preferia ouvir óperas e operetas. -- Guga – chamava – venha até aqui. Punha-me ao seu lado, sentadinho, e ordenava: -- Ouça, com atenção. O disco 78 rodava no prato do gramofone Victor (eu espiava o cachorro imobilizado, um belo cachorro, irmão de rin-tin-tin) e após o último agudo ou o último grave, ele inquiria...

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